Dei uma passada no cinema do Shopping Vitória para ver se o tão esperado “O último mestre do ar” (que eu sempre vou chamar de Avatar) havia estreado. A resposta foi um empolgante YEY seguido de um sarcástico BAZINGA! por parte do Cinemark.

Pergunto todo empolgado a atendente os horários que o filme está passando. Ela me dá 4 horários dublado e 1 legendado, às 22h! Ok, e qual o preço?, pergunto eu já disposto a pagar 10 pila de taxi pra ir pra casa. Com o tédio que tal resposta requer, ela me responde 25 reais. Uma resposta tediosa com certeza. Imagino que nem ela que trabalha no tal cinema anima de desembolsar 25 pila para assistir qualquer filme. Mas eu respirei fundo. Esse é o preço de sexta né? Muito movimento, coisa e tal. E quanto é na segunda?, perguntei animadão. 25 reais, senhor. Os filmes em 3D não tem variação de preço. Ah, sem problema! Foda-se o 3D! Quero ver o normalzão mesmo. Não tem, senhor. Apenas temos a versão 3D. Daí eu fiquei nervoso, claro.

Ô saudade da época que eu pagava 4 conto para ir ao cinema em Guarapari! O que tá acontecendo com esse povo? Vinte e cinco reais para duas horas de filme? Vá pro diabo que os carregue! Podem vir com milhões de desculpas como “você está pagando por uma experiência, é uma produção que não afeta apenas sua visão, mas outros sentidos também e blá blá blá”. Tudo o que eu ouço desse discurso é: estou pagando 50 reais (no caso de ir eu e minha namorada) para duas horas de diversão.

Vamos recorrer à gloriosa matemática. Por 50 reais eu compro 22 latas de Heineken no Epa aqui perto de casa. É tanta cerveja que eu não conseguiria carregar tudo sozinho pra casa. Imaginando que levo cerca de 30 minutos para tomar uma lata e estamos a dois, teríamos pelo menos 5 horas e meia de diversão: cervejinha, carteado e no final um casal feliz querendo se divertir ainda mais (me entendem?).

E no final eu ainda baixo o filme que quero ver na Interneta. O dia que cinema voltar a ser algo razoavelmente acessível, eu volto a frequentar. Até lá, dá-lhe Piratebay!!

Compartilhe na sua rede
  • del.icio.us
  • Technorati
  • Facebook
  • LinkedIn
  • Rec6
  • Digg
  • Google Bookmarks
  • FriendFeed
  • email
  • Print
  • RSS

,

Eu pensei e repensei. Olhei o espaço vazio de url no Twitter e pensei mais uma vez. Será que eu faço um post falando que meu blog acabou? E continuei pensando na tentativa de saber porque morreu. Oras, morreu porque tá sem foco, sem assunto e consequentemente sem post! Daí comecei a entender… há muito tempo atrás, quando algumas parcas pessoas passavam aqui e falavam “puxa, você escreve bem! puxa, que blog legal!”, esse blog não tinha foco nem assunto. Não tinha aquela obrigação chata. Durante minha pesquisa de Iniciação Científica um dos livros que li foi da Rebecca Blood, bem simples, mas com uma ótima definição de blog: “é algo que fazemos por hobby, um projeto divertido. Se não for assim, não dará certo”.

Tentei fazer desse espaço um lugar com posts e análises relevantes. Aff. Deixa isso pra lá. Que mané relevância, que nada! Por aqui vai ser como sempre foi, como sempre deu certo: um pouco de mim. Mas será que não fica muito intimista? Fica não, porque não sou lá das pessoas mais abertas…

Devo mudar o template, colocar o que usava antes, mas com alterações no cabeçalho. Me sinto meio homem-aranha vestindo o uniforme reserva dos seus clones com essas cores. Acho que laranja não é uma cor que me cai bem…

Compartilhe na sua rede
  • del.icio.us
  • Technorati
  • Facebook
  • LinkedIn
  • Rec6
  • Digg
  • Google Bookmarks
  • FriendFeed
  • email
  • Print
  • RSS

No tags

Tenho tentado desenvolver mais ações pelo Facebook no trabalho, mas confesso que sinto um pouco de dificuldade. O problema por lá não é a falta de recursos. Muito pelo contrário! Comparativamente, o Facebook é ainda mais fácil para o usuário interagir que o Twitter (basta um clique no botão curtir e já temos algum tipo de interação), permite uma liberdade maior de publicação (sem o limite de 140 caracteres, podendo colocar link, foto e vídeo) e é muito mais integrado e descentralizado ao mesmo tempo do que o Orkut (essa ideia ainda vou desenvolver melhor, mas falo aqui sobre a boa falta de referência no Facebook, tendo uma timeline como ponto de partida).

Mas apesar de tudo isso, é custoso conseguir um “like” por lá. Complicado encontrar páginas com tão rica diversidade de assuntos como no Orkut. Por outro lado, o número de fãs de uma página cresce de forma muito mais acelerada do que o número de membros em uma comunidade do Orkut. Claro, são impressões gerais… nada comprovado.

Por que, então, apesar de tanta vantagem em relação a outras ferramentas, o Facebook ainda continua sendo relegado como uma rede menor? Talvez o motivo passa pela infografia abaixo (devo o achado ao Mídias Sociais Blog), que retrata o mapa de engajamento do usuário no Facebook:

As apps colocam o Facebook definitivamente a frente do Orkut. Tal qual no Twitter, é possível desenvolver novas funcionalidades e agregá-las a ferramenta central. O sucesso do Twitter deve boa parte a isso: hootsuite, tweetdeck, twittercounter, blablabra são algumas aplicações desenvolvidas com a app do passarinho azul.

No Facebook a coisa parece se concentrar na Zynga, ou seja, Farmville e jogos do gênero. Confesso que eu mesmo tenho um perfil no Máfia Wars e me divirto muito :-) Mas é preciso levar o Facebook para além disso. Embora, sinceramente, tenho medo de voltar aqui para escrever a história de como o Facebook dominou o planeta Terra (sem trocadilhos)…

Compartilhe na sua rede
  • del.icio.us
  • Technorati
  • Facebook
  • LinkedIn
  • Rec6
  • Digg
  • Google Bookmarks
  • FriendFeed
  • email
  • Print
  • RSS

, , ,

Novamente sinto depressão pós-parto. Olho para ele, olho para mim e digo que não é nada disso que eu quero. Esse cabeçalho gigante aí acima me assusta, parecem dois olhos me pressionando “escreva, escreva”. Deve haver pelo menos uns sete dias que nem mesmo entro no blog, quem dirá na página administrativa. Sei que recomeçar uma trajetória dizendo que está sendo penoso, não é a melhor forma.

Mas é que no começo tudo é mais glorioso. Parece uma grande república jedi na qual vamos juntos explorando e descobrindo a tal da netiqueta: link para outro blog é bom, pedir link é ruim, criar posts hipertextuais e dando alternativas de leitura para o leitor é bom, fazer um texto corrido como esse é ruim e etc. Desbravar isso é muito gostoso. É disso que meu blog sempre tratou. Mas agora está desbravado… ou melhor: está desmatado!

A blogosfera desmatada

Fui um dos primeiros a gritar “o twitter não matou o blog! estamos mais vivos do que nunca”, mas chegou minha hora de abrir o jogo: a blogosfera parece uma tribo indígena ameaçada e sem amparo da Funai. Blogueiros são bonitinhos, até mesmo exóticos! Smart is the new sexy, afinal. Muuuuita coisa mudou de 2008 pra cá nesses meios.

Passei dois anos estudando a fundo essa história de blogueiro ser mídia para chegar hoje e ver minha conclusão como óbvia: uai, tem até portal de blog! por que não seria uma mídia autônoma? e você, cara pálida, que é formado em jornalismo e, entre outras funções, é resposável por cuidar de um blog no trabalho? o paraíso nerd não é aqui?

Essa longa caminhada blogueira (falo a respeito de todos envolvidos na blogosfera) talvez esteja mesmo chegando a algum lugar… nossa terra prometida chegou! Blogueiros vão para MTV virar subcelebridade e jornalistas vão trabalhar em blogs. Sempre sonhei com esse futuro. Mas e agora?

Nem tão lá, nem tão cá

De fato, minhas conclusões foram mesmo óbivas. Talvez isso seja bom do ponto de vista acadêmico-científico, não sei. Mas eu cantei a pedra: o blog será empurrado goela abaixo no jornalismo e isso provocará desgastes dos dois lados. Abrigar o campo blogueiro e o campo jornalistíco em um só campo é problemático, mas é o que está para acontecer. Bingo!

Essas eleições, novamente, vão ser um grande laboratório! Gostaria de estar com um projeto de pesquisa em andamento… mas acho que cheguei no ponto que um amigo recomendou: por que não pesquisa por conta própria? Minha resposta foi: com o que vou me sustentar? A resposta a minha pergunta apareceu: hoje sou um jornalista cujo trabalho, entre outras coisas, é monitorar redes sociais que abordem as eleições e, a partir disso, criar pautas. Ou seja, deixa o monstro da categorização trabalhando em silêncio aqui do lado.

Em tempo: peço desculpas aos amigos e leitores que entrarem aqui e se questionarem “esse é mesmo o Thalles?”. Vou acertando o passo aqui aos poucos. Vamos devagar por aqui….

Um pouco de laranja e verde para que eu me acostume com o próprio blog

Compartilhe na sua rede
  • del.icio.us
  • Technorati
  • Facebook
  • LinkedIn
  • Rec6
  • Digg
  • Google Bookmarks
  • FriendFeed
  • email
  • Print
  • RSS

, ,

Começou um futrico no Twitter que o host alemão, RapidShare, estaria disponibilizando contas premium gratuitas para todo mundo em comemoração ao chocolate que a seleção germânica deu nos hermanos. E é verdade! Bem, pelo menos a parte da conta é sim. Mas o que essa conta permite fazer… daí é outra história!

Vamos aos fatos:

  1. Sim. Você pode ir lá no Rapidshare.com e fazer sua conta premium gratuita!
  2. Não. Nem fica todo assanhado(a) achando que vai fazer download do mundo para seu computador! A conta é inicialmente bloqueada para download, fato que provocou a indignação de muitas pessoas.
  3. Calma lá! Não dá pra fazer download, mas agora você tem uma conta pra hospedar arquivos gratuitamente com segurança!

Ou não! Ao tentar subir um arquivo me deparei com a mensagem acima: “seu arquivo foi salvo e PODE agora SER BAIXADO 10 VEZES. Ele será deletado após 60 dias sem ser baixado. Se você quer que mais pessoas baixem seu arquivo, por favor o transfira para uma conta registrada”.

Oras, sem ter conta nenhuma não é a mesma coisa? Sim, é! Então o que mudou? A princípio acredito que nada. Talvez o RapidShare esteja mudando a nomeclatura de seus serviços por decisão do setor de marketing. Talvez quisessem criar um buzz visto a grande expansão do megaupload e outros serviços menores de hospedagem. Vai saber! Mas de qualquer forma fiz uso do meu excelente inglês e mandei uma cartinha pedindo esclarecimentos para eles… fico no aguardo da resposta.

O perigo do oba-oba

A cada segundo mais e mais pessoas chegam no Twitter dizendo “êêêêêê!! consegui uma conta premium do rapidshare de graça!! funciona! vai la!”. Depois de uns dez minutos de frustração volta a pessoa dizendo “poxa, não consigo baixar nada pela minha nova conta”. Pouco tempo depois solta uma série de xingamentos… Querendo ou não, o RapidShare criou expectativa em seus usuários gratuitos e queimou o filme.

Dos males o menor. Pior mesmo é quando prejudica algum usuário que já tinha o serviço pago, que agora eles chamam de conta registrada. Aí sim, podemos dizer “#fail!”.

Em tempo: fiz minha conta premium free através do tweet de @dianapadua. Follow!

Compartilhe na sua rede
  • del.icio.us
  • Technorati
  • Facebook
  • LinkedIn
  • Rec6
  • Digg
  • Google Bookmarks
  • FriendFeed
  • email
  • Print
  • RSS

, , , ,

Uma questão que vem sendo muito discutida entre usuários do Facebook é a exposição de privacidade. Tal problemática, como pontua o professor de direito da Universidade de Columbia, Eben Moglen, se estende para toda web. Ter status/reconhecimento na web é sinônimo, em muitos casos, de estar presente em diversas redes sociais com atuação frequente e ininterrupta. Atuar na web é, contudo, cada vez mais doar a si mesmo.

Aproveitando mais uma vez o café de ontem com Ana Brambilla. Falava com a jornalista sobre a minha reestruturação do blog e, ao explicar minha nova proposta eu afirmei: não vejo na web formas efetivas de separar o profissional do pessoal. As coisas acabam se mesclando em menor ou maior grau. Meu blog, portanto, quer trazer esse rosto multiforma à tona. Em outras palavras, meu blog é uma doação de mim (e aqui vale meter um asteristo para recuperar com uma discussão um pouco mais teórica daqui algum tempo) para os infinitos bancos de dados que podem ser acessados a qualquer momento de qualquer lugar.

Colocar fotos do meu passeio com Emily em Porto Alegre no Orkut e no Flickr é doar parte dessa experiência (aqui vale uma leitura em Benjamin e Huyssen) para o que Moglen chama de “polícia secreta da Internet”. Acompanhem a entrevista gentilmente enviada pela amiga e leitora Livia Cunha, do DeCoração Blog:

Folha – Somos nós que estamos nos expondo demais?
Eben Moglen -
Não creio. É perfeitamente razoável pensar que o capitalismo do século 21 se baseie na descoberta de uma nova matéria-prima – a informação sobre nossas vidas privadas. O objetivo de sites como o Google é a reorganização da publicidade para favorecer o consumo em estilo americano. Se você sabe o que as pessoas buscam, pode definir sua publicidade por isso. E ferramentas como redes sociais sabem tudo sobre oconsumidor.

As redes sociais espionam deliberadamente?
Sim, esse é seu negócio. A forma que encontraram de ganhar acesso à vida privada é oferecer páginas gratuitas e alguns aplicativos. É uma péssima troca para o usuário – degenera a integridade da pessoa humana. É como viver num regime totalitário.

O Facebook diz que as pessoas querem compartilhar suas vidas e eles só facilitam.
Sim, é um ótimo argumento. É por isso que a “polícia secreta do século 21″ não tortura nem executa, e sim oferece “doces”. Nos ensinam a gostar disso. Quando eu digo que o Facebook é capaz de prever com quem você terá um caso, não é modo de falar. Em termos técnicos, o Facebook é simplesmente um grande banco de dados. Se dissermos a esse banco de dados: “me dê o log [dado arquivado] de todas as pessoas que checaram algum outro perfil mais de cem vezes hoje”, teremos uma lista de pessoas obcecadas. Mas o site está longe de ser o único – há milhares de bancos de dados na internet.

Mas o Facebook é abertamente sobre exposição…
Toda a internet é sobre exposição. A diferença entre o que você pensa que está publicando e o que está de fato tornando público é na prática muito grande. Praticamente todos os movimentos na rede estão arquivados em algum servidor externo, fora do controle do usuário.

Entrevista porAndrea Murta

Pode parecer talvez um discurso conservador sobre a Internet. Ou não. Reflita! Para conhecer um pouco mais sobre Eben Moglen acesse sua página na wikipédia (versão inglês e português).

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/me2906201017.htm
Compartilhe na sua rede
  • del.icio.us
  • Technorati
  • Facebook
  • LinkedIn
  • Rec6
  • Digg
  • Google Bookmarks
  • FriendFeed
  • email
  • Print
  • RSS

, , , , ,

Jun/10

29

Re-open

Há momentos em que é preciso deixar de lado um segundo o caminho trilhado e se propor um novo começo. O difícil, talvez, seja saber quando se permitir isso. Uma decisão dessas deve ser tomada com a perspicácia de um tigre em caça, como diria Saramago em relação às boas idéias. É preciso fingir que não há nada ali, se fazer de despretensioso e só dar o pulo final quando a vítima (nesse caso, a boa idéia) já desistiu de ser caçada.

Assim o fiz. De forma muito menos poética é claro. Esqueci de pagar o domínio e o servidor. Deixei congelarem o domínio e apagarem os dados do servidor. Para mim foi preciso não mais querer aquele passado. Em uma conversa hoje no café do Terra com Ana Brambilla, falava que senti a necessidade de recomeçar para não viver de passado. Um artigo que escrevi na Iniciação Científica fez bom sucesso e pesou em meus ombros. Queria escrever algo a altura sempre. Mas nem sempre é possível. E de tanto querer esse passado acabei não passando no mestrado. Um acontecimento necessário também.

Hoje cá estamos nós. O thalles.blog de volta, com cores mais vivas… confesso que o laranja é para festejar uma contratação que me pôs a sonhar novamente com a comunicação online. Não sei bem o que me aguarda no Terra, mas já tenho isso a agradecer. Esse humilde blog quer ser nada mais do que um blog, tal qual em seus primórdios. Quer ser chamado de weblog – “diário de bordo”. Carinhosamente trazido até o sul pela companheira Emily. Perdido em Porto Alegre, mas começando a encontrar-me dentro de mim.

Os que por aqui passarem já sabem o que encontrarão. E acredito que, os que não sabem e chegaram até o fim do texto, gostarão de voltar para descobrir.

Ainda faltam alguns ajustes no blog: about, rss, links para twitter, facebook e etc… Mas eis o post inaugural como prometido!

Até o próximo!

Compartilhe na sua rede
  • del.icio.us
  • Technorati
  • Facebook
  • LinkedIn
  • Rec6
  • Digg
  • Google Bookmarks
  • FriendFeed
  • email
  • Print
  • RSS

, ,

Jun/10

26

Em Porto Alegre

Como bom aficionado em séries televisivas (e já adianto que Dexter é minha predileta) vejo a vida em temporadas. Dia desses, fazendo os cáculos enquanto gastava minutos a fio debaixo d’água, me dei conta que minha vida seriada entra em sua quarta temporada. Explico.

Como tudo na vida só começa realmente a partir do momento em que nos propomos a experimentar o mundo por conta própria, aponto o momento em que saí da casa dos meus pais, na pacata e bela cidade de Guarapari (ES) para estudar em Vitória, capital capixaba. Na ocasião não foi lá grandes aventuras: havia passado no vestibular da Ufes, estava indo morar na casa de um tio-avô ao bom estilo Peter Parker de ser. Os primeiros semestres na universidade foram tateados às cegas, mas tudo era muito inusitado e divertido. O mundo era Vitória.

Certo dia me encontrei com um professor que se tornou responsável pelo início da segunda temporada. Fábio Malini me convidou para constituir um grupo de pesquisa em cibercultura no Departamento de Comunicação da Ufes. Me apaixonei por pesquisa acadêmica e iniciei ali dois anos de uma proveitosa temporada. Amizades que ficam, experiências inesquecíveis. O Labic (nome de nosso laboratório) me mostrou que o mundo não era Vitória. Havia muito além: São Paulo, Santos, Rio de Janeiro, Campinas, Natal…

O próximo passo estava marcado e cronometrado. Como um salto preciso, entraria em minha terceira temporada rumo ao mestrado na UFRJ. Havia uma calorosa torcida pelo meu sucesso, que se manifestou com ainda mais vivacidade após o resultado da primeira fase: 9,7 na prova teórica. Revirei todos meus artigos, meu TCC e meus livros para escrever o melhor projeto que conseguisse. Estava deveras confiante. Tão confiante que dessa vez foi preciso uma nova lição: o mundo não é Vitória e as coisas não acontecem segundo meus planos por mais seguros e calculados que eles sejam. Meu mundo caiu, meus amores me seguraram. Junto a essa dolorosa mensagem veio a mais importante lição que havia aprendido com meu já finado tio-avô, mas por acreditar que a força de vontade e o raciocínio podem mover montanhas acabei deixado-a de lado: eu sou muitos. E aqui, já fazendo uma ligeira conexão com uma corrente filosófica deleuziana, diria que “um só já são muitos”. Foi preciso interromper o incessante olhar esquizo para concentrar-me em algo que realmente valesse a pena. Foi preciso, por um instante, ser Zaratustra.

Nesse meio tempo encontrei conforto nunca antes visto em família. O tempo que talvez tenha “perdido” por estar sem objetivo e com os livros encostados, ganhei fortificando minhas bases. Em um bate papo com uma profissional por quem tenho grande admiração, Ana Brambilla, recebi um convite irrecusável, mas que a principio recusei de susto. Ela me convidou para um trabalho temporário no portal Terra, na editoria de mídias sociais. Eis que tem fim a terceira temporada ao dizer “sim, eu aceito o convite”.

A quarta temporada começa assim, num quarto de chão de taco, com uma vista para uma bela árvore verde-amarela de folhas caídas. Começa com algumas lágrimas de pai, mãe e prima-irmã no aeroporto. Com a namorada dizendo “vou com você para te ajudar” e encarando todo o medo de voar que ela tem. Não são muitos os personagens, mas cada um deles já são muitos.

Em tempo: esse foi um post necessário. Gostaria de ter feito um post inaugural anteriormente. Até mesmo cheguei a rabiscar alguma coisa. Mas prefiro pensar que quando a coisa é boa nunca se sabe onde começou, nunca foi pedido para começar. Simplesmente começou. Ainda assim prometo um próximo post mais explicativo com a proposta desse blog. Talvez no fundo eu devesse esse post como inaugural a essas poucas-muitas pessoas. Ou talvez o devesse para mim mesmo.

Compartilhe na sua rede
  • del.icio.us
  • Technorati
  • Facebook
  • LinkedIn
  • Rec6
  • Digg
  • Google Bookmarks
  • FriendFeed
  • email
  • Print
  • RSS

, , , , ,

Ftwitter_Good_Bad
Photo by Rosaura Ochoa
iz algumas parcas considerações sobre o uso do Twitter como ferramenta de debate político e gostaria de agora levantar algumas questões. Vejo como uma estratégia furada a tara pelo Twitter nos meses que antecedem as eleições. Sei que brasileiro só faz as coisas de última hora, mas comida boa precisa de tempo na panela. Miojo mata a fome, mas viver de miojo pode acabar com seu organismo. Na minha visão, os candidatos que correm para o Twitter em vésperas de eleição estão comendo miojo.

Pode funcionar a curto prazo. Vai gerar mídia espontânea e vão sair bonitos na câmera dizendo “sou twitteiro”. Mas olha, por favor, não dê a loca no primeiro #fail que receber! Em conversas com amigos do ramo costumo dizer: não me peça para aumentar seu page rank, aumentar suas visitas e nem te fazer virar referência. Antes, me peça para ser seu amigo. Depois que me conquistar, peça que te apresente a outras pessoas para que, com SUA conversa possa conquistar as pessoas.

O papel de um bom assessor online é esse. A Internet favorece a voz da minoria. Mas não é porque você é livre para falar para todos. Mas sim porque você pode construir sua própria rede e a partir dela formar opiniões. Vejo alguns trabalhos que estão sendo desenvolvidos como efetivos para daqui quatro anos. Mas o problema é que quando o candidato ver que investiu uma quantia em profissionais de mídias sociais e não ganhou as eleições, ele vai demitir todo mundo para contratar de novo na próxima eleição. Se você pensava em fazer isso, mude de pensamento! Precisamos aprender a pensar no longo prazo. E longo prazo não é 6 meses, mas 4 anos.

Vamos a um exemplo prático: caso Sérgio Xavier prossiga com seu plano de governo colaborativo, a margem de 1% que ele tem será um fator menor. Rogo a vocês: números são relativos. Eu diria: se meu 1% me carregar no braço e forem meus fãs do coração, não quero mais que isso. Leia sobre a atuação de Sérgio Xavier no Terra.

Compartilhe na sua rede
  • del.icio.us
  • Technorati
  • Facebook
  • LinkedIn
  • Rec6
  • Digg
  • Google Bookmarks
  • FriendFeed
  • email
  • Print
  • RSS

No tags

Jun/10

2

Fala ae, mundão!

A quem já conhecia o Thalles.blog, sinto dizer: ele morreu. Não o Thalles, mas o ponto blog. O que dantes tinha não terá mais. O Thalles continua o mesmo, mas derrubou a casa e fará uma obra nova. E por falar em obra, ESTAMOS EM OBRA!

Volte em breve!

Compartilhe na sua rede
  • del.icio.us
  • Technorati
  • Facebook
  • LinkedIn
  • Rec6
  • Digg
  • Google Bookmarks
  • FriendFeed
  • email
  • Print
  • RSS

No tags

Find it!

Copyright © 2010 thalles.blog - .
Website powered by WordPress and Blackpress wordpress theme designed by TopTut.com & TopWPThemes.com.
For the latest online casino news and online gambling tips and tricks log on to OnlineCasinoScore.com.