Por que se busca tanto a novidade nas pesquisas em cibercultura?
Raquel Recuero disse tudo: “O interesse está menos na ferramenta e mais no uso dela, e seu impacto nos processos sociais”.
Lembro que quando comecei a fazer Iniciação Científica meu interesse surgiu em decorrência de algo que eu considerei uma novidade: a monetização dos blogs. Daí escrevi meu primeiro artigo. Eram tentivas de explorar as implicações da monetização na linguagem blogueira. O segundo artigo já foi um pouco mais cauteloso, pois buscava entender o que era essa linguagem da qual eu falava no primeiro artigo. É a mania de colocar o burro na frente da carroça! Mas acabei chegando em boas conclusões, criando uma sistematização constitutiva da linguagem blogueira (filtro, diário, informacional e profissional).
O passo seguinte – e atual – é exatamente no sentido de questionar os usos dessa linguagem e suas implicações no processo de produção de informação na blogosfera. Esse foi o terceiro artigo. Agora a necessidade de um quarto passo surge e a cabeça coça. Cheguei a algumas conclusões satisfatórias nesse percuso, das quais destaco a elevação da hipertextualidade como a “espinha dorsal” da narrativa blogueira. Gosto de pensar nos elementos constituintes dessa narrativa como orbitais ao hipertexto: leitura modular, escrita conversacional e sobrecodificação da linguagem. Pode parecer aéreo falando assim, recomendo uma leitura no meu último artigo.
Portanto, parece lógico para mim que o passo seguinte é investigar o hipertexto, ampliar os horizontes através dele. Em que direção? Com que propósito? São perguntas que me leverão a outras perguntas, mas tendo sempre em vista a boa frase da Raquel.






