Os jornais não criam público
Paulo Henrique Amorim disse ontem: Publicidade na Internet sobe 23%. No PiG cai 10%. Só para traduzir, uma boa galera da blogosfera política de esquerda se refere a imprensa tradicional (TV, impresso, rádio) como Partido da imprensa Golpista. Adendo feito, vamos ao papo. Para quem acompanha com alguma regularidade os índices de venda de pc, assinatura de banda larga, venda de tv e etc. não se surpreende com um dado como esse. Não estou sozinho: as pessoas estão cansando de ver o Bonner no Jornal Nacional, afinal, ele é bem mais interessante no twitter; famoso @realbonner. E eu não estou me referindo a meritocracia acadêmica, blogueira e jornalística. Nem mesmo aos homens do news business (aqui entenda news como quiser: novo ou notícia). Falo de gente que compra o pc nas Casas Bahia parcelado em 12 vezes e segue o Luciano Huck no twitter. Quem quiser levantar o braço e dizer que essa galera não tem twitter ouvirá a reposta “sim, eles têm twitter”; não têm blog, mas têm twitter. Rodando as escolas públicas para dar oficina de Linguagem Blogueira pelas Mostras Omelete Marginal pude perceber muito bem isso.
Tento estender esse contexto também ao mundo empresarial. Falava hoje no Twitter que tinha lido uma frase ótima no blog do Fábio Cipriani: “Entenda que toda empresa é uma empresa de mídia”. Podemos dizer, então, que as estratégias de comunicação que traçamos não são mais para atingir um público, mas para CRIAR um público. A criação em si é o grande valor do trabalho. Isso não pode ser feito através dos jornais e tvs. É possível criar imagem, identidade; não público. Sobre isso com certeza ainda farei muitas considerações por aqui (visto que estou atuando na Vixtime como diretor de conteúdo).
Eis o ponto onde gostaria de chegar hoje: tudo faz sentido quando nos deparamos com isso.

É o jornalismo se auto-musealizando. Não entendeu? É que o Wall Street Journal abriu uma loja online para vender algumas “quinquilharias” do jornalismo, tais como capas famosas de impressos ou mesmo suvinires. Pra quem tem lençol decorado de manchete de jornal dá pra completar a coleção e comprar algumas bolsas também. Dê um pulo lá!







realWbonner, comeu letra rs
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